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Semana Santa: Quinta-feira santa – Missa crismal e Lava-pés

março 29, 2010

A celebração da quinta-feira santa como memória especial da Ceia do Senhor tem sua primeira notícia histórica no Século IV. O Sacramentário de Gelásio (século VII [?]) traz três missas: uma para a reconciliação dos penitentes que tinha a mesma antífona que cantamos hoje: “Nos autem gloriairi opportet in cruce” (“Nós, porém, nos gloriamos na cruz…”); a segunda missa era a Missa Crismal, da Bênção dos Santos Óleos e a terceira comemorava a Instituição da Eucaristia.

História

Na Quinta-Feira de Endoenças, Cristo ceou com seus apóstolos, seguindo a tradição judaica do Sêder de Pessach, já que segundo esta deveria cear-se um cordeiro puro; com o seu sangue, deveria ser marcada a porta em sinal de purificação; caso contrário, o anjo exterminador entraria na casa e mataria o primogênito dessa família (décima praga), segundo o relatado no livro do Êxodo. Nesse livro, pode ler-se que não houve uma única família de egípcios na qual não tenha morrido o primogênito, pelo que o faraó permitiu que os judeus abandonassem do Egito, e eles correram o mais rápido possível à sua liberdade; o faraó rapidamente se arrependeu de tê-los deixado sair, e mandou o seu exército em perseguição dos judeus, mas Deus não permitiu e, depois de os judeus terem passado o Mar Vermelho, fechou o canal que tinha criado, afogando os egípcios. Para os católicos, o cordeiro pascoal de então passou a ser o próprio Cristo, entregue em sacrifício pelos pecados da humanidade e dado como alimento por meio da hóstia.

Celebração

No século VI e VII, a quinta feira santa era chamada de “Natalis Calicis”. Até antes da reforma, era chamada de “Feria V in Coena Domini”. Após a reforma litúrgica, a terminologia passou a ser “Feria V Hebdomadae Sanctae” (Quinta-feira da Semana Santa) para a terminologia geral e, para as duas missas celebradas neste dia: “Ad Missam Chrismatis” para a missa crismal, realizada na quinta-feira santa pela manhã e “Missa vespertina in Cena Domini”, para a Missa vespertina da Ceia do Senhor.

Com a missa vespertina da Ceia do Senhor tem início o Tríduo Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Celebra-se nesta noite, a Páscoa Ritual: aquilo que Jesus realizaria posteriormente na cruz, ele o fez em forma ritual dando à Igreja e à humanidade o sacramento da Eucaristia. A antífona de entrada desta missa, do texto de Gl 6,14, anuncia o tema global de todo o Tríduo Pascal: a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo deve ser a nossa glória; nele está a nossa vida e ressurreição e nele está a salvação e a libertação. É a redenção  presente no Mistério Pascal celebrado no Tríduo: Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.

Duas celebrações marcam a quinta-feira santa: a Missa Crismal e a Missa da Ceia do Senhor. Por motivos pastorais, esta celebração poderá ser antecipada para 4ª feira santa. 

A Missa Crismal reúne em torno do Bispo o clero da diocese (padres e diáconos) e todo o povo de Deus, ou ao menos uma boa representação das comunidades paroquiais que formam a diocese. Nesta missa são abençoados os óleos dos catecúmenos e dos enfermos e consagrado o Santo Óleo do Crisma. Uma vez que esta missa caracteriza-se como uma grande ação de graças a Deus pela instituição do ministério sacerdotal na Igreja, nesta missa, os padres presentes renovam as promessas sacerdotais.

A missa “In coena domini” (Ceia do Senhor) é celebrada ao anoitecer da quinta-feira santa. Nesta celebração faz-se memória da Instituição da Eucaristia e do mandamento novo. Após a homilia, pode-se realizar o rito do lava-pés (é facultativo), repetindo assim o gesto de Jesus que, na última ceia lavou os pés de seus discípulos (Cf. Jo 13,3-17).

No final da missa, depois da última oração da missa, o Santíssimo Sacramento é levado em procissão até um  tabernáculo fora da igreja ou localizado na lateral da mesma, diante do qual, a comunidade é convidada a fazer adoração solene até a meia noite e, após este horário, a adoração é simples e silenciosa. Fora do rito, o altar é desnudado e todas as flores e enfeites são retirados da igreja.

Organização da celebração
A celebração acontece em quatro momentos:
1 – Liturgia da Palavra = apresenta uma conexão entre Páscoa judaica e Páscoa cristã
2 – Lava-pés = descreve em modo gestual a Páscoa de Cristo como serviço
3 – Eucaristia = destaca o memorial da instituição da eucaristia (“neste dia” no Canon Romano)
4 – Reposição do Santíssimo = gesto de adoração pela presença do Senhor na eucaristia.

Fonte: wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinta-Feira_Santa

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