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O Sudário de Turim (1):Prova da existência e da Ressurreição de Jesus

abril 9, 2010

 Sudário foi submetido a mais de 500 análises de todos os tipos, sem que nenhuma delas tenha conseguido provar a falsificação. Além disso, o sudário possui atividade radioativa.

 José Manoel Escobero

O Santo Sudário, Sudário ou Mandylion é um lençol de linho que atualmente se encontra sobre a propriedade do vaticano, e que é venerado por fies católicos, pois acreditam que envolveu Cristo no Santo Sepulcro.

Mas, em 1980, veio à luz a polêmica da sua autenticidade. Três laboratórios[1] de reconhecido prestígio o dataram mediante a técnica do Carbono 14, obtendo uma antiguidade máxima remetida aos anos 1230-1390 de nossa era. Implica isso que o Sudário é uma hábil falsificação medieval?

 O Sudário

Este lençol de 4,32 -4,36 m de comprimento por 1,10 m de largura tem uma história conhecida desde que Godofredo de Charny o revelou, em Lirey, França, convencido de sua autenticidade, ainda que não pudesse explicar como este tinha chegado em suas mãos. Como o Sudário sepulcral de Jesus surgiu na França no ano de 1356, isso chamou a atenção do Vaticano, que imediatamente enviou sucessivamente especialistas que, justiça seja feita, negaram a autenticidade da relíquia. Um deles provavelmente nem chegou a vê-lo e o testemunho do outro nos descreve um sudário idêntico àquele conservado até hoje e no qual certamente mal podemos identificar algo. Para esse ultimo, tratava-se de uma “falsificação grosseira”.

Historicamente há provas o bastante para sustentar a permanência da mortalha de Cristo ao longo do tempo. Ainda que os primitivos cristãos, predominantemente judeus, tivesses como tabu a manipulação de qualquer que tivesse tido contato com um cadáver, é possível que neste caso o conservariam. Por meio de diferentes pontos do Mediterrâneo oriental (Pella, Odessa, etc.) teria chegado a Constantinopla. De todos esses transportes existem referências históricas, menções e representações artísticas. Por exemplo, Justiniano foi até a Palestina no Século VI para “medir o Corpo de Cristo”.

Em Constantinopla é constante a menção de um lençol com a face de Jesus, o Mandylion, desde o ano de 1092 até a pilhagem da cidade durante a VI cruzada, em 1247, quando desaparece de Santa Maria de Blanquerna.

Hoje se desengavetaram numerosos escritos que fazem referencia que este Mandylion era na verdade uma tela bem maior, das dimensões do Sudário de Turim[2], mas a falta de evidências neste sentido levou os especialistas em Sindonologia [a ciência que estuda o Síndone (Sudário) de Turim] a trabalhar com métodos da ciência forense.

A história não demostra a autenticidade do Santo Sudário, mas não a nega, e abre a possibilidade, a qual é bem mais interessante, de que seja autêntico. Analisemos uma por uma as principais evidências ciêntíficas sobre a autenticidade ou não do Sudário.

Fonte: Revista Esfinge nº 5


[1] A universidade de Oxford, com uma equipe dirigida pelo Dr. Hall, o Instituto de Tecnologia de Zurique, coordenado pelo Dr. Wolfli e a Universidade de Tucson ( Arizona), sob a supervisão de Damon. Os três por sua pés estavam sob a direção de Michel Tite, do Museu Britânico.

[2] Por exemplo, conserva-se uma carta fechada de 16/8/1944 da arquidiocese de Santa Sofia que afirma que o Mandylion continha ” sangue e água da lateral” de Jesus. Ian Wilson catedrático de Hitória Universal de Oxford descobriu um cálice de prata de siríaco do século VI com uma representação do Sudário.

4 Comentários leave one →
  1. Aristeu Batista Farias permalink
    junho 19, 2010 9:38 pm

    Preado Bruno,
    Encontrei seu blog por puro acaso procurando novas imagens sobre o Sudário de Turim. Já que voce se dedica ao estudo formal da História (não é o meu caso) e manifesta corajosamente sua inequívoca crença religiosa, tomo a liberdadede alertá-lo sobre a superficialidade e o tratamento tipo “entretenimento” do textoque oimpressionou sobro Sudário. A melhor fonte que voce pode encontrar atualmente sobre o Sudário de Turim é http://www.shroud.com .

    • brunomarinho permalink*
      julho 14, 2010 10:40 pm

      Olá Aristeu Batista Farias,
      Agradeço de coração o que vc falou, o alerta que me deu.
      Estou ciente, como historiador, que as fontes não nos dizem a verdade, mesmo porque verdade é relativo. Mas vc dizer que uma fonte é confiável ou não tmabém é uma inverdade. Não existe fonte certa ou errada, existem relatos que são carregados de subjetividade de autores, ou seja, a intenção do autor permea toda a obra. Eu tomei esse artigo como “verdade”, vc não o vê dessa forma; a partir dessa discussão historiográfica, chegaremos a denominadores comuns.
      Lerei a fonte indicada e se a publicarei no blog como uma resposta ao que foi dito antes. Os leitores decidirão se acreditam ou não.

      Agradeço mais uma vez sua atenção e preocupação e desejo que o Senhor te abençoe e te guarde, assim como toda sua família.
      Paz e bem.

  2. abril 4, 2012 9:17 pm

    A paz do Senhor Bruno Marinho!
    Desejo que encontres o que busca, eu porém não tenho nenhuma curiosidade de comprovar ou não a existência de Deus e Jesus, somente creio, e a comprovação seja científica ou religiosa fica por conta do Todo Poderoso, seja este o seu nome ou o nome que as pessoas queiram dar.
    Eu creio em Deus como o único ser poderoso no universo e em seu filho Jesus Cristo como a única forma de ser salva do pecado e da morte eterna.
    Amém!

    • brunomarinho permalink*
      abril 5, 2012 7:13 am

      Louvado seja Deus pela sua fé irmão. Porém, devemos ter em mente que muitos outros irmãos são bombardeados com investidas de ateus e outros membros da sociedade e muitos ficam com dúvidas na fé. Eu mesmo tive minha fé abalada na universidade, quando um professor, pós-doutor em história antiga, afirmou categoricamente que não existe provas científicas da existência de Jesus.
      Mas Deus é maravilhoso… pelas mãos de outro professor eu recebi esse texto, onde um ateu comprova cientificamente a existência e a ressurreição de Cristo, o que reascendeu minha fé com tudo, a qual não largo por nada nesse mundo.
      Logo, esse texto não é mesmo para nós que estamos firmes na fé, mas para nossos irmãos que se vêem balançados e precisam tocar para crer, assim como São Tomé fez.
      Deus te abençoe cada vez mais, assim como sua família também.
      Paz e Bem!

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