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O Sudário de Turim (3):Prova de existência de Jesus e de sua Ressureição

abril 9, 2010

O sangue

Sangue com 2.000 anos de idade devia estar esverdeado pelo processo natural de decomposição. No entanto, tem cor de ferruginosa. Essas manchas, que aparecem no positivo, cobrem o cadáver completamente, pela frente e por trás.

Adler submeteu as manchas a 14 experimentos que demonstram sem sombra de dúvida que se tratava de sangue. Têm sido encontradas proteínas de soro sanguíneo, hemoglobina alterada e antígenos M, N e S, idênticos aos dos judeus do Iêmen atual. Por fim, concluiu-se que se tratava de sangue tipo AB.

Mas as manchas de sangue encerram um mistério muito maior. Quando o corpo foi envolvido no lençol, colocando-o dentro do envoltório como num pacote, os coágulos estariam, na sua maioria, secos.

Só sangue post mortem que surgiu das feridas abertas das mãos e nos pés, e principalmente na lateral[1], ia acompanhado de suficiente soro para ser líquido. Um sangue nessas condições não empaparia o tecido. No entanto, tem se demonstrado que as condições de umidade do ambiente da sepultura tornariam esse sangue seco, não líquido, mas ao menos o suficiente fluido para que grudasse entre os fios do Sudário sem empapá-los coisa que de fato ocorreu. Esse fenômeno, determinado fibrinolosis, está constatado na medicina legal e acontece, curiosamente, entre 30 e 36 horas de se envolver o defunto entre 24 e 40 horas nos casos mais extremos. Posteriormente o sangue se liquefaz e impregna o tecido.

Certamente os cadáveres eram acicalados antes de irem para a definitiva sepultura, mas com esse não se seguiu o procedimento habitual. Foi um umas exumação “provisória”. Lembremos que Cristo foi executado nas vésperas do SABATT, quando não se podia trabalhar.

Assim que temos um cadáver com seus coágulos semiduluídos impregnando o tecido que o envolve. As bordas das manchas de sangue são bem delineadas, precisas. Como retiramos o cadáver sem marcar essas bonitas imagens, sem que as manchas apresentem bordas borradas ou escorridas? A única explicação foi dada por Jumper e Jackson. O corpo simplismente desapareceu do interior do lençol.

Moedas

Era um costume entre os judeus e outros povos de colocar no defunto modas para pagar ao barqueiro a passagem para outro mundo, às vezes eram depositadas sobre os olhos para evitar que eles se abrissem. O corpo do Sudário possui uns olhos muito inchados. Ampliando área, o padre Filas descobriu a silhueta de duas moedas, cujos relevos e inscrições deletam que foram leptones cunhados por Pilatos, por volta do ano 30 da nossa era.

O suplício

A morte do homem envolvido pelo Sudário foi incomumente atroz. Se bem que a morte pela crucificação é , por si só, um inferno de dor, mas com esse corpo foram utilizados outros procedimentos pouco usuais e sádicos. Permitam-me  descrever apenas um pouco dos detalhes desta cruel execução.

Para começar, foi açoitado sistematicamente. Mais de 120 marcas de 6 bolinhas cada uma aparecem distribuídas com profissional regularidade por todo o corpo, Como 30% delas não aparecem impressas , pode-se imaginar que havia aproximadamente 1000 ( 150 marcas por vezes 6) impactos do flagelum taxilatum, Instrumento de tortura romana, dotado de 3 correias no fim das quais se prendiam bolinhas ou ossinhos destinados a amassar e rasgar a carne do réu. Um judeu – segundo o sangue e o tipo de penteado- açoitado exageradamente pelos romanos, visto que em judeus não se podia dar mais do que 40 açoitadas.

Apenas na zona do coração que não se observam marcas, pois não interessava comprometer uma parte tão sensível, já que o réu morreria antes de se acabar com ele, de enfarto.

O rosto aparece atrozmente desfigurado devido a uma coroa em forma de capacete ( coroa oriental, não européia) de espinhos. Mais de 50 marcas de espetadas podem ser observadas na cabeça. Chama a atenção uma marca em forma de 3 invertido sobre a fronte (como um cacho de cabelo).

O nariz está quebrado, mediante o golpe de um bastão de 4 a 5 cm de diâmetro dado da direita para a esquerda por um canhoto.

Pendendo do olho, aparece a marca uma cuspida. A barba direita está semi arrancada e nota-se uma emanação de sangue que surge do nariz e escorre pela barba.

O réu teve que ir para o cadafalso com o patíbulo ( pau horizontal da cruz) sobre os ombros e com uma coroa de espinhos sobre a cabeça. Só osso impediria que o atrito com a madeira amalgamasse o sangue na nuca. Inclinando sobre o ombro direito, o extremo livre da corda estaria amarrado à perna esquerda, numa zona na qual vemos as açoitadas (que a corda apagaria com o atrito). Isso inclinaria o pau para a esquerda o que puxaria o ombro direito. As feridas são mais altas nessa parte, com ângulo de 20 graus.

Amarrado nas mãos e nos pés, isso faria com que os puxões da corda o fizessem cair. Cairia desde 1,80 m de altura, com o pau de 45 kilos nos ombros, com as mãos presas e sem poder se proteger. Alem disso, também foi encontrado barro no sangue do rosto, joelhos e pés ( caminhava descalço).

A crucificação se realizou pelos pulsos, com pregos quadrangulares de 8 mm no espaço de Destrot. Se tivessem sido cravados na palma das não ele teria caído  ( há especialistas que divergem quanto a isso). Através dos ossos dos pulsos, o cravo romperia o nervo do polegar ( por isso ao podem ser vistos no lençol).

Ao que parece, as manchas irregulares do pulso direito mostram que foi necessário tirar e cravar o prego várias vezes até atingir o lugar certo.

Os pés não foram cravados pelos tornozelos, mais com o pé direito sobre o esquerdo, com um só prego. No sudário aparece na planta dos pés do corpo as marcas dos dedos de quem transportou esse corpo desde a cruz a sepultura.

 A morte

A morte na cruz acontece por asfixia. O réu, pendurado pelos braços, pressiona o diafragma contra os pulmões e deve erguer-se, apoiando-se nas feridas dos pés e das mãos, para aspirar um pouco de ar, justo antes de desmaiar de dor, deixando-se cair para repetir a operação tantas vezes quanto sua força o permita, geralmente durante dois ou três dias. Neste caso que analisamos que apresenta esse tormento a que os crucificados não eram submetidos (se iam morrer, não se lhes açoitavam ou os injuriava antes), o prisioneiro fica praticamente sem sangue e exausto.

A ferida da lança que penetra a 5ª e 6ª costela do lado direito, perfurou a aurícula do coração, fazendo surgir uma marca do soro e sangue seco, própria de um cadáver, do único lugar onde permanece sangue num corpo morto. Normalmente as pernas teriam sido quebradas para acelerar a asfixia. Mas, não foi necessário fazê-lo, pois a morte do réu era óbvia. O rigor mortis das pernas e das mãos assim o demonstra também.

Conclusão

Se me estendi um tanto demais nos detalhes dos tormentos foi apenas para corroborar a impossibilidade de falsificação que examinemos uma vez mais. Um suposto falsificador que elabora cuidadosamente o tipo de tecido que envolveria Cristo e sobre o qual espalha pólen séculos antes que se descobrisse o que afinal de contas era isso. Um falsificador que pinta uma imagem em negativo, sem o mais remota idéia do que é uma fotografia. Um falsificador que conhecer grupos sanguíneos e os distribui cuidadosamente pelo tecido, denotando conhecimentos de anatomia absolutamente desconhecidos no século XVI. Um falsificador que desenterra moedas da época. Um falsificador que representa uma coroa de espinhos e feridas da crucificação diferentes dos usualmente representadas na tradição…

O santo Sudário foi submetido a mais de 500 analises de todos os tipos, sem que nenhuma delas tenha conseguido provar a falsificação. Apenas o C14 está em dissonância com este amplo leque de evidências. Considerando que mais de 10% do Sudário é matéria externa, contaminante, e um erro de 5% nas medições invalidaria a análise do método, não é estranho que o próprio inventor do método C14, o Doutor Libby, disse que, se existe um objeto ao qual é impossível aplicar este método, este objeto é o Santo Sudário.

Como cientistas, não devemos supor a invalidação dos fatos pelo resultado desse experimento. O problema não está em justificar a fenomenologia que o Santo Sudário ,nos apresenta, sendo um tecido do século XVI, mas o oposto, quer dizer, como este tecido contemporâneo de Jesus possui uma atividade radioativa do século XIII. Ao mistério da imagem e de como foi impressa, questão que ainda não foi respondida, acrescenta-se a intervenção de energia atômica, a única que poderia ter rejuvenescido o tecido. Parafraseando o Padre Manuel Sole, o milagre não seria que este pano fosse  aquele que envolveu Jesus de Nazaré, mas que não fosse.

Declarando-me como não católico, nem mesmo como cristão, é óbvio para aquele que escreve sobre o Sudário que este encerra um mistério realmente notável. O acúmulo de provas a favor da sua autenticidade é enorme, e o fato de que o C14 não o tenha localizado no alvorecer da nossa era, o que era o que todos os seguidores deste fenômeno esperávamos, acrescenta-nos outro mistério. A fidelidade do sofrimento e morte do homem envolvido pelo Sudário, as provas forenses aplicadas e o fato de que uma misteriosa energia emanara de um corpo cadavérico ( sangue coagulado surgido da ferida lateral), aproximadamente aos três dias de ser sepultado ( processo de fibrinolosis) enquanto o corpo permanecia suspenso ( homogeneidade na impressão da imagem, para a seguir desaparecer ( marcas imaculadas de sangue), fala-nos de realidades que estão por hora longe do alcance da nossa compreensão.Toda uma fenomenologia parapsicológica se abre diante de nossos olhos e estou totalmente de acordo que a ciência continue investigando, tentando encontrar uma prova convincente que, ao menos neste caso, dilua a fronteira entre o crível e o imaginável para além do que nos querem fazer acreditar.

Para mim, o Sudário de Turim é uma mostra evidente de até que ponto o mundo material e o espiritual estão entrelaçados, de como é certo que às vezes suas fronteiras se tocam. De como no ser humano estão presentes potencialidades que ainda não foram concebidas ou mensuradas pela ciência, no alvorecer de um novo século e de uma nova era, caso impensável alguns séculos atrás que pode reafirmar nossas crenças particulares  e colocar um pouco de luz nos âmbitos do conhecimento nos quais, não faz muito tempo, era proibido acender mais do que uma vela.

fonte: Revista Esfinge, nº 5


[1] Sangue que surge em coágulos e soro, presente apenas em cadáveres, e que flui pela gravidade ao mudar o corpo de posição ao ser retirado da cruz e colocado em posição horizontal para ser transporte. Sangue, finalmente, que demonstra que o corpo era um cadáver.

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